quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Voltando ao blog!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Lost in Translation - 『せっかく』
Hoje, gostaria de falar a respeito de uma palavra específica, muito utilizada no dia-a-dia japonês.
Como todos sabem, há determinadas expressões em certos idiomas que, de tão peculiares, simplesmente não existem nos demais, ou não possuem uma tradução muito boa. É o caso do termo 『せっかく』:
Traduzindo, teríamos algo como:
Pois é, nenhuma! Ou seja, poderíamos cortá-lo:
Sim. É um termo empregado para enfatizar o núcleo da frase; no caso, ressalta que "já que amanhã é um precioso dia de folga", a decisão é de dormir até mais tarde, e não simplesmente uma explicação.
"Como é uma cerveja fina, vamos beber naquela taça especial."
Existem vários termos assim, que em português não existem, mas que expressam com precisão aquilo que queremos dizer. Claro, no sentido inverso também existem alguns termos sim, embora eu não saiba dar exemplos nesse momento!
Para fixar, mais um exemplo:
"Já que esperamos duas horas na fila, vamos comer até explodir!"
じゃ!
sábado, 6 de agosto de 2011
Como dizer? #008 - Na pior das hipóteses
A questão é: como dizer a expressão "Na pior das hipóteses", em japonês?
Vejamos uma frase de exemplo:
Mas enfim... a frase ficaria algo assim:
Outros exemplos:
"Na pior das hipóteses, o voo vai atrasar, e vamos esperar umas 3 horas no aeroporto."
『最悪の場合、何(なに)も買(か)わず、ただ見(み)て回(まわ)ります。』
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
O que não fazer no Japão
Faz tempo mesmo desde o último post, por isso àqueles que ainda me acompanham fielmente, peço desculpas pelo relaxo. É verdade que, nesse meio tempo, teve até 結婚式・けっこんしき, casamento, do meu 兄・あに, irmão mais velho, mas só isso não justifica minha ausência!
Mas, para me redimir, concluí um post até interessante, sobre coisas que não devem ser feitas no 日本. Para quem se perguntou "Mas e quanto às coisas que devem ser feitas no 日本?", basta fazer uma busca pelo blog, mas num breve futuro, pois é um post que ainda não fiz!
Bom, vamos lá:
1. Não chegue atrasado a compromissos.
Se você marcou um encontro, pessoal ou profissional, faça de tudo para ser pontual. Diferentemente do Brasil, um compromisso às 16:00, por exemplo, começa às 16:00, e não às 16:15.
2. Não erre o nome das pessoas.
Errar ou confundir o nome dos outros é uma gafe que deve ser evitada em qualquer país ou cultura, mas especialmente no Japão, e mais especialmente ainda se tratando do sobrenome. Por quê? Porque lá, por lei, as pessoas podem ter apenas um sobrenome e um nome (salvo o caso de mestiços, que sinceramente não sei como funciona), o que os torna muito orgulhosos em relação a cada um.
Portanto, na dúvida, é até menos pior não chamar um 中田(なかた)さん pelo nome do que chamá-lo de 田中(たなか)さん.
3. Não fale alto em público.
Isso, para mim, deveria ser cultivado no mundo inteiro; é o princípio de que ninguém além do(s) seu(s) interlocutor(es) têm a ver com a sua conversa, portanto não precisam escutá-la. No Brasil, não são raras as situações que beiram o ridículo, com pessoas que berram pra que todos no recinto saibam de sua maravilhosa viagem a Paris (que muitas vezes foi parcelada em 10x pela CVC) ou do seu carro importado recém-comprado (em 80 parcelas).
4. Não fale ao celular em transportes públicos.
Tem a ver com o tópico acima, mas é mais específico: a norma japonesa diz que em trens, metrôs, ônibus etc. o celular pode ser usado para e-mail, SMS, navegar na internet, jogos (sem som ou com fone de ouvido) etc., mas não para ligações.
5. Nunca presenteie um japonês com CD de sertanejo.
"Nunca" significa jamais, em hipótese alguma. A não ser que você queira passar vergonha, nem sequer cogite dar um CD de dupras çertanejas a um nativo, pois ele pode até dizer depois que gostou, mas pode ter certeza que será só por educação. Além disso, essa epidemia que se alastrou no Brasil é problema exclusivo do Brasil; vamos colaborar e poupar o Japão desse desgosto.
Se quiser mesmo comprar um CD como プレゼント, escolha algo de bom gosto, como Tom Jobim, Chico Buarque, Elis etc.
6. Não olhe fixamente nos olhos da pessoa com quem está conversando.
Isso pode soar como o inverso da lógica ocidental, e é mais ou menos por aí. Olhar fixamente nos olhos, o que lá é chamado de 『ジロジロ見(み)る』, é considerado desrespeitoso, pois pode deixar a pessoa constrangida. Portanto, olhe nos olhos, mas lembre-se de desviar o olhar com certa frequência.
7. Não cumprimente as mulheres com beijinho.
Por mais que você esteja acostumado a dar beijinhos nas amigas brasileiras, jamais tente reproduzir isso com as japonesas, a não ser que você queira correr o risco de ser acusado de セクハラ, "sexual harassment". Ainda que o Japão tenha se ocidentalizado bastante, especialmente nas últimas duas décadas, eu, particularmente, duvido que algum dia esse hábito fará parte dos seus cumprimentos rotineiros.
8. Não fume em qualquer lugar.
Os japoneses são muito estressados, e uma das consequências disso é a alta porcentagem de fumantes. Mas isso não quer dizer que é permitido acender um cigarro em qualquer lugar; é importante observar as placas nas calçadas, e se atentar para os fumódromos estrategicamente localizados.
9. Nunca dirija alcoolizado.
A lei japonesa, diferentemente da nossa magnífica legislação brasileira, não é tolerante com assassinos que enchem a cara e saem cometendo barbaridades à vontade pelas ruas e rodovias. Fiz uma breve pesquisa na Wikipédia, e a lei contra idiotas alcoolizados funciona da seguinte maneira:
Se, no teste de bafômetro, forem detectadas entre 15 a 25 mg de álcool, a pena é de até 3 anos de cadeia ou multa de até ¥500.000 (cerca de R$10.000).
Mas se for superior a 25 mg, são até 5 anos ou ¥1.000.000, o dobro do valor. Sim, acho que sai mais barato pegar um táxi, a não ser que você esteja em uma 居酒屋・いざかや em Tóquio e more em Hiroshima.
Claro, isso é apenas a minha percepção, e todos são livres para discordar! Aliás, ia escrever 10 tópicos, mas em vez disso, vou deixar aberto para quem queira compartilhar algum ponto de vista ou experiência pessoal! おねがいします!
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Expressão: 『…ものの、』
昔・むかし, antigamente (leia-se: 2 anos atrás), eu costumava postar expressões em nihongo e explicar o significado em português, seguido de alguns exemplos. Pois bem, vamos ver um 表現・ひょうげん que possivelmente muita gente já ouviu:
Uma aplicação:
"Apesar dos moradores terem sido contra..."
『ブラジル代表(だいひょう)は最後(さいご)まで戦(たたか)ったものの…』
"Apesar da seleção brasileira ter lutado até o final..."
Post curto e meio... sério demais, mas espero que tenha sido útil!
じゃ!
sábado, 16 de julho de 2011
Sobrevivendo no comércio japonês - Parte III
Você se dirige ao caixa, e possivelmente é recebido pelo(a) caixa com:
Essa é uma frase padrão que expressa um sentimento de lamentação por ter feito o cliente esperar, mesmo que isso não tenha acontecido. Claro, se de fato você ficar plantado em pé na fila, aí o pedido de desculpas vai ficar mais evidente.
Na seqüência, vamos supor que sua conta tenha dado ¥5680:
Naturalmente, você não é obrigado a entender o valor por extenso, porque ele é exibido em kanji:
...mentira. Isso só devia acontecer antes da 2ª Guerra, e olha lá. Hoje em dia até eles mesmos preferem exibir os números em algarismos arábicos, deixando de lado a complexidade dos ideogramas, por motivos óbvios.
Há algumas variações nessa fala, claro. Se for em uma コンビニ, loja de conveniência, não deve fugir muito da frase acima, mas se for um lugar um pouco mais requintado, digamos, poderia ser:
"Mas como assim?", alguém pode perguntar. Afinal de contas, 『ちょうだい』 não é uma forma infantil de pedir as coisas? Pode ser, mas também pode ser utilizada da maneira acima, em um situação bem formal. Pois é, o japonês tem as suas facetas curiosas!
Bom, supondo que você entregue uma nota em que 福沢(ふくざわ)諭吉(ゆきち) está impresso,
deve ouvir como resposta:
Outra frase sem tradução direta, mas é mais ou menos como:
"Estou recebendo 10 mil ienes."
Até hoje dói um pouco no ouvido a palavra "ienes", mas tudo bem.
O おつり, troco, ficaria em ¥4320, portanto:
『よんせんさんびゃくにじゅうえんのお返(かえ)しです。』
『返します・返す』 é o verbo "devolver, retornar".
Finalmente, vem a parte mais importante, que jamais pode faltar:
『ありがとうございました。』
Não preciso traduzir, claro, mas um 質問・しつもん - dúvida - que pode surgir é: "Por que 『ございました』 e não 『ございます』?". De fato, é meio difícil explicar a diferença entre as duas expressões; 『ました』 remete ao passado, mas não é tão simples assim.
Aliás... nesse caso até poderia ser dito 『ありがとうございます』, ainda que 『ございました』 seja mais comum (se não me falha a memória). Bom, enquanto não tenho uma explicação convincente do porquê de um e não de outro, digo o seguinte: é bem improvável que você saia de uma loja no Japão com o sentimento de que você acabou de fazer um favor, como costuma acontecer muito por aqui.
Embora um simples "obrigado" possa não parecer tão relevante, no 日本, a sua omissão já justifica uma bela demissão. Não que eu conheça algum exemplo real disso, mas quem conhece um pouco da cultura de lá sabe que não seria um absurdo.
Absurda é a cultura brasileira: "Se EU não sou tratado bem como cliente, por que vou me dar o trabalho de tratar os meus clientes bem?". Não em todos os lugares, eu sei, mas é o que predomina.
Bom, para concluir, o(a) atendente pode complementar com:
『またお越(おこ)しくださいませ。』
ou
『またお願(ねが)いします。』
Ou outras variações, mas o que querem dizer é basicamente "Volte sempre."
Acho que ainda há conteúdo para mais um post, que novamente espero fazer em menos de 10 dias! :)
では。
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Como dizer? #007 - "É questão de tempo..."
A pergunta de hoje é:
...aliás, tive outro pensamento agora: 『ポスト』 se refere a "post", mas também a "posto", como em "posto de gasolina", certo?
Simplesmente foi um termo inventado pelos japoneses no século XX, mas desconheço a origem exata ou o porquê. Bom, eles usam a criatividade até mesmo para cunhar termos, isso é fato.
Mas voltando... A expressão em questão é quase uma tradução literal, por incrível que pareça:
『時間』 é "tempo", e 『問題』, "problema".
Frase de exemplo:
Outra frase:
"Segundo especialistas, é questão de tempo para que o valor das ações dessa empresa caia."
では!
