segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ginza, um lugar diferenciado.

Hoje, gostaria de apresentar algumas fotos do bairro de Ginza, uma das regiões mais valorizadas do mundo.


Há muito o que ser dito sobre Ginza, mas para mim, a imagem mais forte que tenho do lugar é luxo. E não é por menos, já que as principais grifes italianas e francesas estão instaladas na avenida principal, e até as pessoas são mais bem vestidas (o que é muito raro, dependendo da região)!

Seguem algumas fotos:

Esta é da primeira vez que fui, com aquela sensação boa de estar realizando algo que almejava há mais de uma década.

Esta acima é da avenida principal, a 中央(ちゅうおう)(どお). Pelo menos as avenidas possuem nome; não sei se todos sabem, mas aqui as ruas são que nem a música do U2: "where the streets have no name...".

Lojinha básica da Christian Dior. É claro que entrei lá e comprei um óculos de sol de U$3000 e um casaco de U$8000 (ô!).


Apple Store, algo que, a não ser que Steve Jobs mude de ideia, não vai existir no Brasil (ou seja, é bem provável que isso nunca aconteça mesmo).

Ah, dias atrás foi o lançamento do iPad, e a loja estava abarrotada de pessoas querendo mexer no tablet. Ainda existe essa euforia, mas bem mais amena (já que os mais fanáticos já compraram o aparelho).

Um dado curioso: no primeiro final de semana após o lançamento, as lojas da Softbank (uma das operadoras de telefonia móvel daqui) não estava vendendo celulares, para poder dar atenção exclusiva aos compradores do iPad.

Mas o mais interessante de ontem foi um pequeno estabelecimento chamado La Maison Ginza:


Só pelo nome, não é possível saber do que se trata, certo? Mas com o cartão de fidelidade, aí sim:


Sim, é uma loja especializada em doces que têm sorvete Häagen-Dazs como ingrediente principal. Talvez nem todos conheçam esta marca americana (pelo menos em Londrina, sei que muita gente nunca ouviu falar), mas é simplesmente o melhor sorvete que eu conheço.

Assim, esses doces não poderiam ser ruins, obviamente. Eu e minha colega Erika pedimos um que custava ¥1250 (U$1 está mais ou menos¥90), um preço talvez não absurdamente caro, levando em consideração que estávamos em Ginza!

E nem preciso dizer que valeu cada yen pago pelo doce. Até a Erika, que estava meio relutante por causa do preço, saiu de lá dizendo que, no fim das contas, foi até meio barato!

Mas para mim, o que contribuiu - e muito - para que essa experiência tenha sido tão boa, foi o tratamento que recebemos. Parece que eu vou mais uma vez exaltar a forma como os japoneses tratam os clientes, mas acreditem: dessa vez foi diferente.

É óbvio que um lugar requintado como esse, que deve ser frequentemente visitado por muita gente muito rica e até artistas, tem que oferecer um serviço diferenciado. A questão é que, na verdade, eu e a Erika não estávamos vestidos de maneira... digamos... adequada ao ambiente (eu de camiseta, jeans e tênis), já que a visita não foi programada previamente.

Mas o profissionalismo do estabelecimento é tal que, estando vestido bem ou mal, o tratamento que eles oferecem parece ser o mesmo. Sendo mais objetivo, foi basicamente o seguinte: assim que entramos na loja, que fiz questão de fotografar,

fomos saudados com o 「いらっしゃいませ」 obrigatório, e nos sentamos no local de espera. Aguardamos uns 10 minutos e a garçonete, toda sorridente, disse algo como 「お待(ま)たせしましたどうぞこちらへ。」. 「待たせる」 é uma derivação do verbo 「待つ」, e significa "fazer esperar"; a frase seria, portanto, mais ou menos "Perdão por fazê-los esperar. Por favor, venham por aqui".

Como pode ser visto na foto, só há dois andares, mas mesmo assim tem um elevador. Nele, mal cabem duas pessoas, mas o mais interessante mesmo foi que o funcionário posicionado na porta do elevador não apenas nos saudou e apertou o botão; ele fez おじぎ (ato de se curvar) para nós enquanto a porta se fechava, e assim permaneceu enquanto podíamos vê-lo! Eu e a Erika ficamos meio desconcertados com isso... acho que não esperávamos tanto! Até mesmo pros padrões japoneses, foi um tratamento de nível superior.

Na hora de ir embora, foi basicamente a mesma coisa; a garçonete nos conduziu até o elevador e se curvou, até o momento em que não podíamos mais vê-la. Ficamos profundamente admirados com tanto respeito, cortesia e atenção.

No caixa, a moça quis explicar sobre o cartão de fidelidade, mas como ela sabia que éramos estrangeiros (na certa eles se comunicaram e avisaram-na antes), tentou falar em inglês! Quando disse que podia falar em japonês, senti que ela ficou aliviada e um pouco envergonhada, porque me pareceu ter ficado vermelha. Por dentro, admirei o esforço dela de tentar contornar a situação, mesmo sem dominar o inglês!

Bom, e assim foi uma tarde em Ginza. É um lugar muito interessante, que vale a pena conhecer, mesmo que você seja como eu, bolsista metido a rico que gosta de conhecer lugares bons, bonitos e nada baratos! :)

11 comentários:

Rafaela Gimenes disse...

Tá barato, sim. No Muffato, um potinho pequenininho custa uns 7 reais.

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Uma das coisas que mais gosto em Ginza: um tabehoodai de comida tailandesa rs...

Carol disse...

Morri de inveja agora!!!!!! O.o
Sorvete Häagen-Dazs é o melhor do mundo, com certeza !!!!!!!!! :P
Aqui em Salvador a marca sumiu... snif

Os doces então devem ser ótimos! :D
Tirou foto não?!
bjocas

Marcus Aurelius disse...

Como é que se escreve um endereço em japonês, se as ruas não têm nome?

ariel disse...

日本人はてんねいですね!
すごい!

nandaglamatic disse...

Puxa morando a 13 anos aqui no japao nunca fui a um lugar desse .. onde eu moro eh um mato que so vendo kkk.

Mas uma coisa eh certa ir passear ai sem grana eh melhor nem ir .

Essa loja da Dior eh um sonho heim ^^

Abraços


Nanda

http://vaidosapontocom.blogspot.com/

Gabriel disse...

É, teria sido interessante tirar uma foto, pois o visual era tão bom quanto o sabor! Mas... ia ficar meio jacu demais, então dissuadi a minha colega da ideia, hahaha.

Gabriel disse...

Ah, os endereços são meio estranhos... bom, aqui da Jica, por exemplo, tem o número 2-3-1, onde o 2 é o número da quadra! Mas sinceramente, não sei como funciona os demais números.

O que facilita a vida dos carteiros é que em todas as casas, o nome da família (ou seja, o sobrenome) fica exposto, geralmente perto da campainha.

Aí que eu pensei... isso é mais uma coisa que no Brasil é impensável. Quem arrisca colocar o nome da família na entrada da casa, pra qualquer estranho ver?

Lali disse...

Compra uma bolsa Dior para mim? Pode ser uma só hehehehe

Anônimo disse...

Ainda nao fui pra Ginza, nao em sinto bem em lugares muito chic
huauhahuahuauh

É aqui onde moro nem coloco meu nome na porta, pra evita os cobradores mesmo, kkkkk, ou entao uma visita inesperada de algum colega chato de trabalho.

바보 disse...

Aiiii... ^^ eu andei em Ginza de noite e de dia... fui na UNIQLO (loja de pobre haha) e numa galeria perto do metrô... TT__TT
È realmente muito lindo... vi o Takuya Kimura no outdoor xD Ainda ta la??

Esse cartão fidelidade ae as vendedoras viviam perguntando se tinha ou se queria... e quase que 100% das vendedoras nao percebiam que eu era estrangeira até eu falar que não tinha o cartão :P

Que bonitinhas as vendedoras, né? elas se esforçam em falar ingles, mas a pronúncia delas é tão esquisita que entendo até melhor o japones xD