segunda-feira, 31 de maio de 2010

Harajuku, onde ser esquisito é normal.

Tenho feito tantas coisas por aqui que não tem sobrado muito tempo pra atualizar o blog!

Bom, hoje quero postar mais algumas fotos, mas antes gostaria de falar sobre uma coisa que parece ser simples, mas que muita gente não sabe. Vou explicar através de um exemplo.

É o seguinte: aqui no Japão, quando você faz qualquer tipo de compra, é absolutamente garantido que você vai receber algum tipo de agradecimento; na maioria das vezes, na forma de ありがとうございました. E como se responde a isso?

A maioria das pessoas daqui considera isso algo óbvio, e talvez nem se dá conta de que a pessoa está agradecendo; portanto, não diz nada. Mas como nós estrangeiros, de um modo geral, não estamos acostumados com um tratamento refinado no comércio, não raramente nos sentimos na obrigação de responder algo (pelo menos eu me sinto assim, todas as vezes).

Aí, é comum o cliente responder com um ありがとうございましたtambém. É certo, isto?

Bom... não.

Quer dizer, não que seja errado, mas não é muito apropriado! Sua intenção pode ser a melhor de todas, e provavelmente a pessoa do caixa vai entender; mas também vai perceber que você não é um nativo. Por quê?

Porque é um agradecimento excessivo. Você, na posição de cliente, não precisa dizer tudo isso! "Ah, já sei, então basta tirar o ございます, certo?", alguém pode perguntar. A resposta é... não também.

Uai, então o que é o certo? Muito simples:


どうも。』


Mas só isso?! Sim.

Pelo seguinte: 『どうも』 é uma saudação bem impessoal (o que combina com a situação), relativamente formal e não exagerada. Se você disser 『ありがとう』, não está errado, pois através disto, está apenas afirmando o óbvio: você, como cliente, é "superior" ao vendedor. Isto faz parte da cultura japonesa, portanto não é falta de educação ou insensatez, mas é preferível manter o nível de formalidade e agradecer com um breve 『どうも』.

Por mais simples que pareça, isto é muito importante por aqui, portanto lembrem-se!

Bom, vamos à sessão das fotos! São de Harajuku, o berço das modas esquisitas. E não é difícil entender o motivo desta fama.

Esta é a entrada da famosa竹下(たけした)(どお):


Não consegui captar tudo, mas tirei algumas fotos interessantes, na surdina:


É, "interessante" é um termo bem amplo... Aqui, é mais no sentido de "curioso", claro.

O conjuntinho de policial abaixo... bom, não quero nem saber quem se atreve a comprar:


Ah, uma coisa realmente boa (a não ser que você faça dieta) são os crepes, que tem mais de 80 opções de sabores:


Na saída, tinham essas garotas promovendo alguma loja, posando para os curiosos (dos quais, muitos turistas americanos, europeus e chineses):


Mas os tipos que trafegam por ali são dos mais variados... logo na seguida cruzamos com esses dois rapazes um tanto quanto diferentes:


Tentei tirar foto de uma das bonecas ambulantes (só vendo para entender, são meninas baixinhas, na faixa dos 16 anos, que se vestem como bonecas ocidentais), mas ela se negou secamente (acho que só porque não sou loiro e não tenho olhos azuis). Uma pena, pois é bem a cara de Harajuku.

Mais um lugar que não pode deixar de ser visitado por quem vem pra Tóquio!

Abraços.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Passeio por Shibuya e Roppongi

Resolvi postar umas coisas da primeira semana, quando realizei meu sonho de conhecer Shibuya. Pois é, durante os 5 anos que morei aqui, anteriormente, não cheguei a vir pra Tóquio; fiquei só na vontade de conhecer a chamada "cidade dos jovens".

Mas valeu a pena esperar, digamos assim; Shibuya é tudo aquilo que eu imaginava e mais um pouco!

Não, esse gordinho de cabelo papa-capim não sou eu.

É uma poluição visual absurda, assim como a quantidade de pessoas trafegando no famoso cruzamento da chamada "Saída do Hachikō", homenagem ao Akita-ken que recentemente ficou ainda mais famoso através do filme (remake) "Sempre ao Seu Lado". Mas claro, são justamente essas características que tornam esse lugar tão divertido e único!


Ainda não consegui tirar uma foto decente da estátua do Hachikō, que está sempre rodeada de gente (turistas ou nativos) de todos os tipos; o lugar é um dos "points de encontro" mais famosos (e práticos).


Sabem por que é único? Bom, não sei se em algum outro lugar é possível você ver algo assim:



Alguém conhece? A gente ficou ali de curioso, sem ter noção de quem eram! Depois apareceu um tiozão mal-encarado que começou a empurrar o tecladista, como que dizendo "Seus retardados, parem com essa pouca vergonha em plena esquina da minha cidade!".

Depois fomos pro bairro de Roppongi, conhecido pelas casas noturnas. Foi lá que tive a constatação concreta de que Tóquio é mesmo uma capital mundial; a quantidade de estrangeiros é assustadora.

Como o metrô não opera do começo da madrugada até às 5 da manhã, o jeito foi matar tempo no McDonald's, depois que nos cansamos das boates esfumaçadas (é, aqui a lei ainda permite isso). Aí que vejo uma cena bem curiosa, por volta das 4 da madrugada:


Pois é, o cara tava lendo um livro ali no canto, na dele. Qual a probabilidade de se ver isso no Brasil, num horário desses?

Pouco antes das 5:00, é possível ver muita gente na frente da estação esperando pelo primeiro metrô. E sempre tem alguns que exageram um pouco na noitada:



Hmm... é, espero que ele tenha encontrado o caminho de volta pra casa!

Bom, por enquanto é isso! Pra que não falem que eu vim só pra fazer turismo (é, eu sei que parece mesmo), vou dormir porque amanhã preciso acordar cedo e ir pra universidade!

Ah, nem precisava dizer, mas Shibuya é um dos vários lugares que você tem que conhecer, quando vier para o Japão! Roppongi também, mas se for para escolher, vá pra Shibuya! :)

P.S. Desculpem se tiver algum erro de português... estou com sono mesmo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Perambulando à noite...

Cerca de uma hora atrás, estava fazendo uma das coisas que, no Brasil, são impensáveis. E não é nada de mais: estava perambulando pelo Minatomirai, à noite, sozinho, tirando fotos. Se fosse no Brasil... acho que não preciso nem dizer.

Definitivamente, esta sensação de liberdade é uma das maiores qualidades deste país. Para nós brasileiros, que estamos acostumados com o "auto-enjaulamento" em casas com muros altos e cercas elétricas, é até estranho ver carros de luxo estacionados nas garagens sem portão, por exemplo.

Com isso em mente, procuro aproveitar o tempo de uma maneira que no Brasil não seria possível. Quando cheguei à JICA, topei com a minha 担当者(たんとうしゃ), com quem tinha conversado umas 2 horas antes. Ela ficou surpresa, e disse:


活発的(かっぱつてき)ですね!』


Isso equivale a dizer "Como você é ativo!", um adjetivo que, na minha cidade natal, dificilmente seria aplicado a mim.

Bom, vou compartilhar mais algumas fotos desta bela região do Minatomirai:




Tirei todas elas nesse passeio. O vento estava muito forte, parecia até 台風(たいふう).

Falando em fotos, como você, turista, pediria para algum transeunte tirar uma foto sua? Bom, geralmente, se você tem traços ocidentais, basta esticar o braço e soltar um すみません que eles prontamente atendem o pedido!

Mas se você acaba se "camuflando" no meio dos nativos, isto é, passa despercebido no meio da multidão daqui (como eu), acho que vale a pena saber dizer certinho:


『すみません、写真(しゃしん)(と)ってもらえますか?』


Se quiser ser um pouco mais formal, pode trocar o 『もらえますか』 por 『もらえますでしょうか.

Pois é, estrangeiros nikkeis têm esse pequeno problema! Talvez não chegue a ser um problema, mas se eles não fazem ideia de que você não é nativo, de certo modo exigem que você peça do modo correto, que é o que se espera das pessoas daqui.

Mas se você quiser se oferecer para tirar a foto para alguém, como eu fiz ontem a noite para um casal, pode dizer de maneira bem simples:


撮りましょうか?』


O casal, por sinal, ficou bem contente com o meu gesto, e consequentente eu também me senti bem!

Bom, por hoje é só. Até o próximo post!

domingo, 23 de maio de 2010

Visita ao Monte Fuji

Ontem participei de uma excursão para o Monte Fuji, mais conhecido por aqui como Fuji-san. A própria JICA que organizou e custeou o programa, que contou com um ônibus fretado e três guias que falavam japanenglish. É auto-explicativo, mas japanenglish é aquele inglês enrolado falado por grande parte dos japoneses que sabem um pouco do idioma. Ah, não sei se este termo "existe", mas resolvi usá-lo.

Muitas vezes é realmente difícil entender o que eles estão dizendo ou tentando dizer, mas não é justo criticar, pois muitas vezes eles também sofrem pra entender o japonês de nós brasileiros, certo? :)

Aliás, a excursão foi bem diversificada em termos de nacionalidades: pessoas da Camboja, Nepal, Uganda, Zimbábue, Vietnã, Índia, Mianmar e outros países que não lembro.

Na primeira vez que vim pra cá, nos distantes anos 90, cheguei a ver o Fuji-san, mas do chão; dessa vez pudemos subir até a altura de 2305 metros, ou seja, foi bem diferente.

Bom, vamos para as fotos:


Quando chegamos, algumas nuvens cobriam o topo...


Por causa de um congestionamento horrível que lembrava São Paulo em dia chuvoso, demoramos mais de 4 horas (de Yokohama), mas finalmente chegamos ao ponto mais alto permitido nesta época. Para chegar ao topo, só à pé, e durante um curto período de julho a agosto.

Daqui dava para se ter uma noção da altura.


Mas o tempo não colaborava mesmo...


O jeito foi tirar fotos por ali. Pronto, estou abrindo outra exceção! :)


Quando achamos que teríamos que nos contentar com um Fuji-san parcialmente coberto, tivemos uma surpresa....


Pois é, as nuvens deram uma trégua, e o Fuji-san mostrou as caras. É bonito ou não?


Ah, um detalhe que muita gente não sabe: quando dizemos "Fuji-san", não estamos atribuindo o tratamento さん como sinal de respeito, ok? Por mais que isso faça sentido, os japoneses não o consideram uma pessoa; na verdade, este "san" é a outra leitura do kanji de "montanha", .

O nome inteiro em kanji é escrito 富士山, em que simboliza "riqueza", e , "guerreiro".


Bom, só mais uma foto por hoje...

Na volta, quando fizemos uma pequena parada para ir ao banheiro, me deparo com esses carrinhos podres. Me senti meio bobo tirando foto, mas não é todo dia que se vê uma Lamborghini e uma Ferrari estacionadas lado a lado... nem no Japão!


Para finalizar, gostaria de dizer que o Fuji-san é, naturalmente, muito mais bonito quando visto ao vivo. E é fácil perceber que os japoneses têm muito orgulho dele, afinal milhares de turistas do mundo inteiro vêm para esta região apenas para conhecê-lo de perto! Não é exagero dizer que uma viagem ao Japão sem visitar o Fuji-san não é uma viagem completa.

Hoje visitei um museu de cerveja, na cidade de Ebisu. Acho que no próximo post vou colocar algumas fotos; o lugar é de uma beleza só!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Fotos de Kamakura

Conforme disse no último post, hoje vou colocar algumas fotos que tirei ao longo dos últimos 11 dias. Vou começar com o passeio pra Kamakura:


Fica em Kanagawa-ken, Kamakura-shi, próximo a Yokohama. É um dos pontos turísticos mais famosos da região. Começamos com uma visita ao Buda, 大仏だいぶつ:

Esta parte fica antes da entrada (para entrar, tem um preço simbólico de ¥200, se não me engano). Sinceramente, não sei como se chama esse lugarzinho onde tem essa água corrente que pode ser usada para lavar as mãos e até beber. Se alguém souber, por favor me avise, porque eu realmente não sei ou esqueci!


Tinha muita gente, como é de se esperar de um domingo.



E este é o Buda. Não é grande como o de Nara, mas ainda assim vale a pena visitá-lo. Não sou muito de postar fotos em que apareço, mas estou abrindo uma pequena exceção!


De outro ângulo.

Depois de conhecer o Buda, nos dirigimos para o 鶴岡(つるおか)八幡宮(はちまんぐう), o segundo lugar mais popular da região, nas palavras de um guia local.

Assim que chegamos, nos deparamos com algo bem interessante:

Sim, era uma cerimônia de casamento, e claro, o que chamou atenção foi o noivo ocidental vestido de oriental. Não foi só eu que resolveu tirar fotos do casal, eles tiveram seus 15 minutos de fama!

Ali estava sendo realizada outra cerimônia de casamento, também no meio de muitos flashes e olhares curiosos.

E finalmente chegamos ao templo principal.




Perguntei se eu podia tirar uma foto, e claro que elas deixaram. No fim, até tiraram foto conosco, com a câmera delas.



E essa é uma menininha que chamou atenção de muita gente! Não é uma graça?

Bom, eu até colocaria mais fotos desse dia, se o Blogger não fosse tão ruim de usar. Fica para a próxima!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Atendimento padrão do Japão

Ao fazer uma compra no Japão, por exemplo em uma das milhares de lojas de conveniência, é fácil perceber que todos os funcionários são devidamente treinados e oferecem um atendimento padronizado, e bem agradável.

Uns mais, outros menos, mas de um modo geral, são bem educados e simpáticos. Sempre disse que essa é uma das coisas do Japão que mais fazem você se sentir bem, e reafirmei isso ao chegar aqui.

As frases do atendimento variam um pouco de loja pra loja, mas seguem o padrão abaixo:


『いらっしゃいませ。』

"Seja bem-vindo."


『__円(えんを頂戴(ちょうだい)(いた)します。 』

"Peço a quantia de __ ienes."


『__円をお預(あずか)り致します。』

"Recebo __ ienes."


『大変(たいへん)お待(ま)たせしました。』

"Peço desculpas por fazê-lo esperar."


『ありがとうございました。』

"Muito obrigado."


『また起(お)こし下(くだ)さいませ。』

"Volte sempre."


É curioso o seguinte: 『頂戴(ちょうだい) é uma palavra muito usada por crianças, para pedir alguma coisa. Por exemplo:


『お母(かあ)さん、お菓子(かし)ちょうだい?』

"Mãe, me dá um doce?".


Ou seja, dependendo do contexto, é uma palavra informal também. Mas como 致します é a versão formal de します, automaticamente 『頂戴致します』 se torna bem formal.

No próximo post vou colocar fotos!

terça-feira, 18 de maio de 2010

Conhecendo o orientador

No primeiro dia após as orientações iniciais e palestras sobre a cultura, política e economia do Japão, já tinha sido agendado um horário para que eu me encontrasse com o meu orientador de estágio. A maioria do pessoal do grupo, composto por 24 sul-americanos, participou de um intensivão de nihongo, com duração de dois dias, mas felizmente eu fui poupado!

Nesse primeiro dia, uma funcionária da JICA, chamada Shimizu-san, me acompanhou até a Tokyo City University, que gentilmente decidiu me acolher como estagiário. Me disseram para estar às 8:30 da manhã na estação mais próxima, onde cheguei um pouco antes, por volta das 8:15. Confirmando a famosa pontualidade japonesa, ela chegou uns dois minutos antes do horário combinado. Este é um ponto muito importante: desrespeitar o horário aqui é um enorme desrespeito à pessoa, portanto é bom tomar cuidado!

A universidade fica em um bairro nobre da capital japonesa. Claro, não é uma Ginza (銀座、ぎんざ), onde o metro quadrado comercial pode chegar a U$100.000 (isso mesmo, cem mil dólares o m²!), mas mesmo assim tem uma quantidade incomum de carros importados, principalmente Audi, BMW e Mercedes.

A própria Shimizu-san ficou meio impressionada com as casas, que para os padrões japoneses são relativamente grandes. Disse que cada uma deve custar mais de 一億円(いちおくえん), o que dá cerca de U$1.087.000 na cotação atual. Lembrando: 一億 é mil vezes 万 (que é 10 mil), ou seja, 100 milhões.

Ainda no caminho, perguntei à minha guia se os japoneses não têm muito costume de usar óculos escuros (na verdade perguntei mesmo o motivo, pois é bem raro ver pessoas usando, principalmente homens). Ela disse que realmente não é muito comum, e quando perguntei por quê, disse: "Talvez porque as pessoas não querem ficar com marca de sol em volta dos olhos". Pensei "Ahn?!", mas falei o tradicional 『あぁ、そうですか。』, como aquilo fizesse algum sentido!

Chegando na universidade, por fora o campus não tinha nada de surpreendente; os espaços entre os prédios era estreito, como quase todas as construções do país.

Fomos até a recepção e nos apresentamos para a secretária do departamento de engenharia, que nos conduziu até uma sala onde o meu orientador, Kaneko-sensei, iria nos receber. Até aí, nada de diferente, mas a formalidade com que isso ocorreu deve deixar a maioria dos brasileiros surpresa, talvez até um pouco incomodada. Confesso que eu, mesmo já tendo ciência dessa peculiaridade japonesa, fiquei um tanto quanto tenso.

Às 10 em ponto, o professor apareceu. Para a minha surpresa, ele é muito, muito diferente do estereótipo dos, digamos, japoneses tradicionais. Por ter morado nos EUA, tem uma mente bem aberta, e tem ciência dos pontos positivos e negativos do Japão. Pelo pouco que conversei com ele, parece ser bastante orgulhoso de seu país; acredito que, depois de conhecer o exterior, passou a valorizar certas qualidades que são, de certo modo, exclusivas daqui.

Outra coisa que me chamou atenção é que ele estendeu sua mão para me cumprimentar, coisa que até então não tinha me acontecido! É até estranha a maneira como as pessoas interagem por aqui, pois se cumprimentam "à distância", sem qualquer tipo de contato físico. Mais um ponto que é bom ser lembrado para aqueles que vierem pra cá pela primeira vez: não saia dando tapinha nas costas de todo mundo, isso pode ser mal interpretado!

Logo após a "mini-cerimônia", fui levado para o laboratório e apresentado para os orientandos do Kaneko-sensei. Quando entrei no lab (onde estou nesse exato momento), levei um pequeno choque. Por enquanto vou ficar devendo uma foto daqui, mas vocês iriam facilmente entender o porquê. Em palavras simples, porque é uma zona. Um monte de mesas irregulares, cada uma com um computador e monitores diferentes, livros, bebidas (não alcoolicas), tênis, roupa, papel... de tudo um pouco.

Mas o mais interessante foi a maneira como eles se apresentaram. São todos pós-graduandos, mas de idades e anos diferentes, ou seja, há uma hierarquia muito bem definida e respeitada por todos. Estas características comportamentais não são novas pra mim, mas ficando 12 anos longe delas, é natural que eu tenha me desfamiliarizado. Logo decidiram que a autoapresentação começaria por baixo (usaram esse termo mesmo, 『(した)から』). Calma, não me interpretem mal; eles quiseram dizer que o mais novato seria o primeiro a se apresentar!

Foram todos muito amigáveis e simpáticos, e alguns ficaram meio surpresos com o fato de eu saber falar a língua deles. No final, claro, eu também tive que me apresentar segundo o padrão 『(はじ)めまして・・・よろしくお願(ねが)いします』.

Hoje já é o quarto dia de convívio com eles (cerca de 15 rapazes), mas continuo achando curiosa a maneira que interagem entre si, pois todos seguem o protocolo 先輩(せんぱい)後輩(こうはい)』, "veteranos-calouros", que é muito diferente do que vemos no Brasil. A própria linguagem é diferente quando um 後輩 se dirige a um 先輩; por exemplo, é obrigatório o uso de 『ですか?』 no final das perguntas, os verbos são usados na forma 『ます』, nunca pode faltar o tratamento 『さん』 etc.

Eu mesmo cheguei a participar dessa hierarquia no ginásio, mas esta é a primeira vez que vejo várias pessoas de níveis diferentes na mesma sala. Por mais que haja certa intimidade entre um veterano e calouro, esta regra é respeitada à risca. Para eles, isso é 『常識(じょうしき)』, o senso comum. Não é necessário ser ensinado nas escolas ou no trabalho; é algo inato do povo japonês.

Bom, já me prolonguei demais, mas ainda vou voltar a falar sobre 『』, pois é algo bem interessante e representa muito da cultura daqui.

Só para não dizer que não postei nenhuma foto, aqui vão três:

Landmark Tower, o prédio mais alto do Japão.


Foto que tirei ontem. Uma pequena parte do Minato Mirai.


A vista é bela de dia também.

domingo, 16 de maio de 2010

Recado

Ontem estive em Akihabara, o maior centro de produtos eletrônicos do Japão (até onde eu sei). Rodei, rodei, rodei e consegui achar um netbook bem barato, da Lenovo, e finalmente comprei. Agora vai ficar mais fácil atualizar o blog, postar fotos etc.!

Portanto, aguardem! Hoje mesmo devo editar algumas fotos do final de semana, que foi bem legal. Aliás, estou devendo alguns posts sobre a questão cultural e comportamental daqui, que acredito que muitos têm curiosidade e interesse!

Mas fiquem tranquilos, a partir de hoje o blog deve ficar mais interessante!

Abraços.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

今日のフレーズ - Frase do dia - 『構いません』

『~ても構(かま)いません』


Esta é uma expressão muito usada por aqui. Não faz uma semana que cheguei ao Japão, mas já a escutei e usei um punhado de vezes.

Ela expressa que não tem problema fazer ou não fazer algo. Por exemplo:


『少(すこし)し遅(おく)ても構いません

"Não tem problema você se atrasar um pouco."


Traduzindo mais ao pé da letra, seria "Mesmo que você se atrase um pouco, não tem problema", mas enfim, é uma boa maneira de tranquilizar alguém, por exemplo.

Vamos ver outros exemplos:


『高(たか)なっても構いませんので、自由(じゆう)に遊(あそ)んでください。』

"Não tem problema se ficar caro, por isso se divirta à vontade."


Quem não gosta de escutar algo assim, hein?

Ah, reparem que, por regra, a expressão deve ser precedida por um verbo ou adjetivo! No caso de adjetivo, vejamos:


『道(みち)(なが)くても構わないです。』

"Não tem problema se o caminho for longo."


Aqui, ao invés da forma ません, foi usada a ない.

Ok? Bom, então lembrem-se: quando escutarem algo que contenha 構いません, geralmente é sinal que você não precisa se preocupar com alguma coisa (mas claro, é bom saber o que é esta "alguma coisa")!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

O povo japonês e suas peculiaridades

Estou aos poucos me acostumando com a vida no Japão. Ou seria melhor dizer reacostumando? É engraçado, porque mesmo já conhecendo os japoneses, não consigo deixar de ficar admirado com certas coisas.

Por exemplo, o pessoal daqui da JICA é extremamente atencioso. Desde o momento em que chegamos no aeroporto de Narita, sempre houve alguém para nos auxiliar e orientar. Explicam em detalhes como as coisas funcionam, tiram dúvidas, tentam explicar em português ou espanhol para quem não domina o japonês... E ainda ministraram palestras sobre a cultura, economia, política e história do Japão, demonstrando que realmente se importam com a nossa satisfação como hóspedes em seu país. E o melhor de tudo isso é que fazem com muito boa vontade e paciência, e não como uma obrigação enfadonha.

A formalidade deles pode até assustar aqueles que não sabem muito o que esperar do povo japonês. Digo "assustar", mas não no sentido de causar desconforto, claro; para mim, é uma das características mais marcantes e admiráveis deles. Algo que o Brasil deveria tentar imitar, mas evito ter este tipo de pensamento utópico; o Japão é o Japão e o Brasil é o Brasil, o que significa que, por mais que haja esta conexão histórica derivada da imigração, certos aspectos nunca serão iguais ou mesmo parecidos.

Mas mesmo sabendo disso, toda vez que compro alguma coisa por aqui, penso: "Como é bom ser tratado como cliente, e não como um zé ninguém que está fazendo um favor pro estabelecimento!".

Ainda vou ficar devendo as fotos que tirei por aqui, me desculpem! Não comprei um netbook ainda, mas pretendo fazer isso até o final de semana. Aí vocês terão uma ideia melhor do porquê do meu encanto com esta região portuária de Yokohama.

Um grande abraço.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Olá a todos!

Tudo bem, pessoal?

Finalmente resolvi aparecer aqui no blog, depois de... quantos dias
? 4 ou 5?

Digamos que estou ainda me adaptando a essa nova realidade, a esse novo ambiente, a essa dimensão. Outra dimensão mesmo, pois de verdade... não parece o mesmo planeta com que estou acostumado! E isso porque não é nem a primeira vez que venho ao Japão...

Mas de certo modo, desta vez o impacto é até maior do que quando pisei em Hiroshima aos 9 anos de idade. Na época, eu não tinha a mesma visão das coisas que tenho hoje, e como era uma cidade bem interiorana, o choque cultural não foi tão acentuado.

Aqui em Yokohama-Tóquio, principalmente nas estações de trem e metrô, o ritmo é alucinante, com milhares e milhares de pessoas trafegando a passos largos e rápidos. No meio desse mar de gente, me sinto um verdadeiro fora do ninho... talvez porque eu seja exatamente isso.

Mas não é só isso que impressiona. Existem muitas outras coisas que, pra mim, parecem ser de uma galáxia muito, muito distante.

A questão comportamental não me surpreende tanto, pois tendo morado aqui 5 anos, pude conhecer os japoneses tão bem a ponto de me considerar um deles, na época. De um modo geral, são reservados, educados, sérios... tudo aquilo que é conhecido através dos estereótipos criados ao longo das últimas décadas. Claro que a maneira como as pessoas se vestem chega a ser um tanto quanto chocante, mas nada além do que eu já imaginava encontrar.

O que realmente me deixou embasbacado é a beleza da região onde estou hospedado. Vou ficar devendo fotos por enquanto, pois não trouxe notebook, o que dificulta muito a atualização do blog, já que a sala de computadores aqui funciona só até às 23:00. Estou pensando em comprar um netbook, aí sim vai ser bem mais fácil mandar notícias daqui.

E realmente existem toneladas de coisas interessantes que posso postar por aqui, e olhem que estou aqui há apenas 3 dias. Hoje mesmo fui a uma loja de departamento que tinha 2 pisos só de livraria, o que se traduz em uma quantidade monstruosa de livros, revistas e mangás. Depois eu pensei melhor e lembrei que eu já tinha entrado em lojas assim, mas 12 anos parecem ser suficientes pra que eu me sinta como estar vendo tudo pela primeira vez. Estou pensando em filmar alguns lugares assim para que vocês possam ter uma ideia disso tudo que estou falando.

Bom, não é nem meia-noite ainda, mas estou realmente esgotado, fisicamente falando. Circular pela cidade com um tênis sem amortecedor é uma atividade bastante desgastante... mas mesmo assim, extremamente divertida.

Logo voltarei com mais informações, e se possível, com atualizações normais sobre nihongo também.

Um grande abraço a todos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Intermediário - Conjugação verbal: 『~ても』

Entrando na contagem regressiva para embarcar para o Japão. Mas nem por isso vou deixar de fazer um post para hoje, ?

Mas por questão de tempo, vou ter que deixar os posts para iniciantes momentaneamente de lado, ok? Por incrível que pareça, os posts para nível intermediário fluem melhor para mim!

Bom, então vejamos a seguinte frase. Mas antes, imagine que você se depara com um amigo que está soltando fumaça tentando resolver um problema de matemática, por exemplo. Você pergunta o que está acontecendo, e ele responde:


『この問題(もんだい)、いくら勉強(べんきょう)しても理解(りかい)できない。』


A questão principal é o 勉強しても, que é o verbo "estudar",勉強する conjugado na forma , precedendo uma partícula .

Ah, 理解é "compreensão", portanto 『理解する é "entender, compreender". Lembrando ainda que できない é a forma potencial negativa de するします.

Mas vamos focar no primeiro verbo. Tem a palavra いくらantes, certo? É o mesmo いくらde いくらですか?』. Hmm... sim e não.

É escrito da mesma maneira, mas aqui temos uma frase não-interrogatória, então o uso em si é bem diferente. Mas não tente traduzir ao pé da letra, a não ser que queira chegar a uma frase esdrúxula!

A partícula , em frases negativas, pode ter o sentido de exclusão, como neste caso.

Mas então vamos ver uma frase com esta mesma estrutura, mas sem oいくら:


(うった)えても全然(ぜんぜん)意味(いみ)がないですよ。』


訴えるうったえます é um verbo que desenterrei não sei de onde, mas significa "protestar". Uma tradução seria:


"Mesmo que você proteste, não adiantará nada."


Em português, dificilmente falamos deste jeito, não? Optamos mais por "Protestar não adianta nada", certo? É bem nesse sentido mesmo.

Outra frase:


『妹(いもうと)たくさん食(た)べても(ふと)りません。』

"Minha irmã (mais nova) não engorda, mesmo comendo muito."


Ok?

Então vamos voltar à frase inicial.

いくら pode ser traduzido como "quanto", certo? Então a frase em português poderia ser algo como:


"Não importa quanto eu estude, não consigo entender este problema."


faz sentido termosいくら numa frase não-interrogatória, não é mesmo?

Há certo tempo, postei uma música da dupla B'z, os únicos japoneses que conseguiram a façanha de entrar no Hollywood Rock Walk. A letra dizia:


『いくら(した)(う)ちしても(もど)らない日々(ひび)よ。』


Se quiser ver a tradução desta frase, clique aqui!

Ok? Acho que fiz este post em tempo recorde! Mas talvez eu consiga postar mais um amanhã! :)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pré-Intermediário - Conjugação verbal em japonês: 『~そう』

Faltando pouco mais de 2 dias para minha viagem, vou encontrando um monte de coisa que deveria ter feito antes, mas que acabei deixando pra depois. É sempre assim.

Mas mesmo assim vou atualizar o blog com pelo menos um post!

Vejamos a seguinte frase:


『雨(あめ)が降(ふ)りそうですから急(いそ)ぎましょう。』


São dois verbos: 降る, /'fu.ru/, ふります e 急ぐ, /i.'so.gu/, いそぎます』. Mas vamos focar no primeiro.

Ele está conjugado na formaそう, que é basicamente o seguinte:

ふります + そう


E todos os verbos seguem esta mesma regrinha. Claro, há alguns verbos que não fazem sentido se conjugados desta maneira, mas todos os demais seguem esta mesma mudança, partindo da forma ます.

Mas qual seria a aplicação desta conjugação?

Bom, esta regra, na verdade, é a mesma usada em adjetivos. Por exemplo, ao ver a foto abaixo, o que você pensaria, em português?


Provavelmente, iria supor que é gostoso, bem doce, caro etc. Em japonês, esses pensamentos seriam, respectivamente:


おいしそう』, 『(あま)そう e (たか)そう


Ou seja, os adjetivos 『おいしい』, 『甘い』 e 『高い』 perderam o 『』 e ganharam 『そう』. Isto ocorre justamente quando você quer exprimir sua opinião a respeito de algo que ainda não conhece, ou seja, quando faz uma suposição.

É simples: você só pode dizer que é algo éおいしいapós ter experimentado; até então ele é おいしそう.

Para verbos, é a mesma coisa. A primeira frase, lá de cima, poderia ser traduzida assim:


"Vamos nos apressar porque parece que vai chover."


Ou seja, a pessoa olha para o céu, algumas nuvens escuras e decide se apressar. Mas isto é só opinião dele; pode ser que não chova.

Pode ser usado também para algo que está prestes a acontecer, como em:


『あっ、コップが(お)ちそうですよ。』

"Ah, o copo está quase caindo!"


Mas não é muito diferente da frase anterior.

Outro exemplo, então. Alguém para um prédio caindo aos pedaços e diz:


『あの古(ふる)いビル、今(いま)にも(たお)れそうですね。』

"Aquele prédio parece que vai tombar a qualquer momento."


Ok? É relativamente fácil de usar, e muito útil!

Último exemplo, então. Não sei vocês, mas toda vez que eu vejo algo parecido com a foto abaixo, me dá uma sensação estranha:


(いた)そうだね、そのピアス。』

"Parecem doer, esses piercings."


É o que eu diria, entre outras coisas! Mas lembrando que 痛い, apesar de ser traduzido como "doer", não é um verbo, e sim adjetivo! O passado é痛かった.

Ok? Fiz meio às pressas, então peço desculpas se não ficou muito bom!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tirando dúvidas - "Número" em japonês

A questão é: se tanto(かず) quanto 番号(ばんごう) podem ser traduzidos como "número", como diferenciar uma palavra da outra?

Eis a pergunta feita pelo leitor Leonardo, e decidi fazer um post pra esclarecer essa dúvida.

Mas é relativamente simples: é do verbo 数えるかぞえます, "contar"; ou seja, está ligado com "quantidade".

番号é apenas o número mesmo, como por exemplo em 『電話(でんわ)番号, "número de telefone", 『郵便(ゆうびん)番号, "código postal", 『暗証(あんしょう)番号, "senha".

Duas frases para exemplificar:


『ラッシュアワーの車(くるま)はすごい。』

"O número (quantidade) de carros na hora do rush é impressionante."


『クレジットカードの番号を記入(きにゅう)してください。』

"Preencha com o número do cartão de crédito, por favor."


Será que ficou claro? :)

Expressão em japonês - 『生まれて初めて』

Vejamos a frase abaixo:


『生(う)まれて初(はじ)めて涙(なみだ)が出(で)るまで笑(わら)いました。』


Existem três verbos: 生まれるうまれます, 出るでます e 笑うわらいます, respectivamente "nascer", "sair" e "rir".

Mas o que gostaria de destacar aqui é a expressão生まれて初めて. Este 初めて é o mesmo usado em 初めまして, a saudação imprescindível no primeiro contato formal com os japoneses. Vale sempre lembrar que não é a mesma coisa que o verbo 始めるはじめます, "iniciar", embora tenham sentidos parecidos; aliás, 初めて não é um verbo!

Suponhamos que alguém pergunte para você o seguinte:


『日本は初めてですか?』


Como você responderia? Bom, em português é:


"Primeira vez no Japão?"


Então você poderia dizer:


『はい、初めてです。』

"Sim, é a primeira vez."


『いいえ、2回(にかいめ)です。』

"Não, é a segunda vez."


Ou seja,初めて tem o sentido de "primeira vez"! Aí fica mais fácil deduzir o sentido da expressão destacada:


"Pela primeira vez na minha vida, ri até sairem lágrimas."


Vocês se lembram da primeira vez que riram até chorar?

Eu não tenho muita certeza, mas deve ter sido quando assisti ao épico "A Vida de Brian", dos gênios do Monty Python.

Especificamente, na famosa cena do Biggus Dickus, que pode ser vista no YouTube:



Humor bom é outra coisa, não? Só de rever agora, fiquei com dores no abdômen!

Sei que tem muita gente que não conhece os ingleses que fizeram história nos anos 70, mas recomendo que assistam, além do citado "A Vida de Brian", ao épico "Monty Python em Busca do Cálice Sagrado", que foi eleito o filme mais engraçado de todos os tempos.

Desviei um pouco do assunto, mas espero que tenham entendido a expressão生まれて初めて, que é usada com relativa frequência! :)

domingo, 2 de maio de 2010

Lost in Translation - "Eu tenho um irmão..."

Qual é o verbo usado para expressar posse?

Bom, depende.

O primeiro que deve vir a mente é 持つもちます na forma , ou seja,持っているもっています. Sim, está correto.

Ou seja, a frase "Tenho um irmão mais velho" ficaria:


『兄(あに)を一人(ひとり)持っています


Está certo?

Não, claro que não! A não ser que você queira dizer que, no exato momento, você está com o seu irmão mais velho no colo.

Pelo seguinte: 持つ somente pode ser usado no sentido de "ter" se estivermos falando de objetos (tangíveis ou não), mas não de pessoas.

Por exemplo:


『ベーブ・ルースが使(つか)ったバットを持っています。』

"Eu tenho um taco que o Babe Ruth usou."


『自信(じしん)持っていますからきっと勝(か)ちます。』

"Acho que vou ganhar, pois tenho confiança."


Lembrando que este mesmo verbo持つ tem o sentido de "segurar, carregar" também:


『これは重(おも)いですからわたしが持ちます。』

"Eu seguro isto aqui, porque é pesado."


Mas quando não se trata de objetos, e sim de pessoas, devemos usar outro verbo:


『兄が一人います。』


『いる・います』, a princípio, é o verbo "estar" (em algum lugar). Mas aqui ele passa a ser traduzido como "ter" mesmo:


『初(はじ)めの頃(ころ)、ぼくは友達(ともだち)が一人(ひとり)いませんでした。』

"No começo, eu não tinha nenhum amigo."


Ah sim, importante: a partícula muda de para , obrigatoriamente!


『わたしはウズベキスタンに親戚(しんせき)います。』

"Eu tenho parentes em Uzbequistão."


Último exemplo:


『なぁ、あのかわいい娘(こ)、彼氏(かれし)いる?』

"Hein, aquela menina bonitinha... tem namorado?"


, na verdade, é lido comoむすめ, "minha filha". Extra-oficialmente, pode ter a leitura de (こ), mas opta-se por para deixar claro que é uma menina e, mais importante ainda, que não é uma criança!

sábado, 1 de maio de 2010

今日の画像 - Imagem do dia - 『温度計』, ★★


温度計

おんどけい

/on.do.'kē/


温度(おんど), /'on.do/, é "temperatura", e 計る, /ha.'ka.ru/, はかります é o verbo de "medir, mensurar". Por isso que 時計(とけい) é "relógio", pois 時間(じかん)を計る, "mede o tempo".

例文(れいぶん), "frases de exemplo":


『外(そと)温度計は-2℃(マイナスにど)(はか)っています。』

"O termômetro de fora está marcando -2ºC."


『この腕(うで)時計(どけい)には温度計までついていますよ。』

"Nesse relógio (de pulso), tem até termômetro!"


Embora em português não haja distinção, o termômetro para temperatura corporal tem um nome específico:


体温計

たいおんけい

/tai.on.'kē/


, cuja outra leitura é からだ, /ka.ra.'da/, simboliza essencialmente "corpo" mesmo.

例文:

体温計ありますか?熱(ねつ)があると思(おも)いますから。』

"Você tem um termômetro? Porque acho que estou com febre."


『この体温計(こわ)れてますよ。』

"Este termômetro está quebrado!"